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1ª Geração
Os painéis solares planos foram desde séculos a forma mais simples e ao mesmo tempo mais rudimentar que o Homem utilizou para captar directamente a radiação solar. Logo se afirmou como uma fonte atractiva de energia por ser económica, não poluente, racional e democrática. A sofisticação do colector, que ocorreu nas últimas décadas, em vez de resolver o problema do seu baixo rendimento, introduziu componentes de maior fragilidade ao equipamento:
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Vidros de protecção;
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Chapas de absorção e/ou tubos de transferência em metais com elevado risco de corrosão;
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Tintas de durabilidade duvidosa;
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Vedantes sensíveis à degradação pela radiação solar;
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Sistemas de descongelação inseguros ou mesmo perigosos.
Devido a essas fragilidades e a condensações que ocorrem no seu interior, uma instalação de painéis não ultrapassa em regra a vida útil de seis anos, daí o seu quase completo abandono nos anos 80.
2ª Geração
Nas últimas duas décadas, com a constante subida dos preços dos combustíveis e com o aparecimento de uma nova consciência ambiental, assistiu-se igualmente à procura de novos processos de captação directa de radiação solar.
Os tubos de vácuo e os colectores concentradores (CPC) foram dois exemplos desse esforço. Ambos conseguem rendimentos superiores aos da 1ª geração mas mantêm, ou agravam mesmo, os factores que debilitam a sua durabilidade. Com as condições de utilização iguais aos da 1ª geração, estes colectores têm em regra um tempo de vida ainda mais reduzido, com excepção para os tubos de vácuo que foram os únicos a evoluir tecnologicamente.
Nenhum sistema desta geração resolve, a não ser com imensas áreas de captação, alguns dos seguintes caprichos da natureza:
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Ausência de Sol no período nocturno;
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Média de 7 horas de dia no Inverno;
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Apenas 3 a 4 horas de Sol por dia do Inverno. |